terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Crise dos 6 bilhões

Gente! Agora eu tava pensando: quanto egocentrismo da minha parte ficar preocupada com com a minha crise! Com esse negócio todo de aquecimento global, Copenhage e etc, me dei conta que O Mundo está numa crise bem pior. Tá tudo em transição minha gente! Outro dia eu e um amigo conhecemos um menino que se dizia astrólogo. Segundo ele, em 2012 haverá sim uma coisa astrológica fortíssima, alinhamento do sol com não-sei-quem, que irá gerar uma energia tremenda! Ninguém sabe quais serão as consequências para os reles planetinhas com seus reles habitantezinhos. Não to querendo assustar ninguém, dizer que é o apocalipse! Só to dizendo que é sim o fim de um ciclo, de uma era. As transformações já estão aí! A região sul do Brasil já é o segundo lugar com maior incidência de tornados no mundo! Só perde para o oeste dos EUA, onde tem aqueles twister do filme! Detalhe: quando eu ainda morava com a minha mãe em Santa Maria, há 2 anos atrás, NUNCA tinha tido tornado! Quer dizer, é uma mudança climática brusca! De uns dias pra cá não consigo parar de pensar num jeito pra reverter essa situação. Como diminuir consideravelmente a emissão de CO2 na atmosfera? Como parar de consumir desordenadamente as reservas naturais? Quando olho a quantidade de sacola plástica acumulada na minha casa tenho vontade de chorar! O que vai acontecer quando a sua sandália melissa estiver feia, fora de moda, rasgada e impossível de usar? quanto tempo ela vai levar pra se decompor, 300 anos? vamos ter que começar a usar só chinelo de palha, desse jeito! E tem mais, já decidi: não vou ter filhos! O mundo não precisa de mais gente! Pra quê? Pra eu me sentir incrível porque existe alguém que vai me amar incondicionalmente até o fim dos meus dias? Não. Já existem 6 bilhões de pessoas correndo de um lado para o outro sem saber como resolver o problema do planeta. Não vou colocar mais um aqui pra poluir e consumir energia. Se 2012 marca o fim de alguma coisa, também deve marcar o início. Talvez o início de uma nova forma de se relacionar com a natureza, um novo pensamento político, uma nova ordem mundial. Tomara que em 2012 o sol se alinhe com as nossas cabeças, e nos faça utilizar um pouco mais do que 10% do cérebro, assim a gente começa a concertar tudo isso, e não estragar mais. Amigos, as mudanças climáticas já estão aí. Está na hora de uma mudança pessoal. Se liguem!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Should I stay or should I go..?

Apesar de ter abandonado o blog nos últimos dias, a crise (dos 25) não me abandonou. Fiquei ocupada lendo o blog dos outros, hehe... Conversando com amigos, observando o twitter, recebendo as novidades, me dei conta que minha cidade natal está sendo povoada por iniciativas culturais incríveis. SMVC (Santa Maria Vídeo e Cinema), Macondo Circus... Eu queria tanto estar lá pra ver os curtas do festival de cinema! Queria tanto fazer as oficinas! E as bandas que vão estar no Macondo Circus? Móveis Coloniais de Acaju eu to esperando pra ver em SP e nunca rola! Quer dizer, agora que eu to longe penso que minha cidade não é tão atrasada assim! É difícil trabalhar em SM? É... A gente trabalha mas não ganha quase nada? é... Mas e aqui, que eu nunca trabalho e, logo, nunca ganho nada! Fora que em Santa Maria as pessoas conhecem meu trabalho. Me chamariam pra trabalhar! Pelo menos os amigos chamariam... Aqui eu mal tenho amigos, me sinto sozinha a maior parte do tempo. Essa história de achar o gramado do vizinho sempre mais verde que o nosso é um erro! Fico pensando por que afinal eu acho que devo continuar um pouco mais em São Paulo. Deve ser por causa de uma pergunta que me fizeram esses dias: Você já tentou de tudo? Já esgotou as possibilidades? Não... E eu não coseguiria voltar com essa pulga atrás da orelha. De longe o gramado de Santa Maria me parece muito bonito agora. Será que ainda vai ser quando eu olhar de perto?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

"O Amanhã"

Desde pequena, nas minhas leituras, nas novelas, nos filmes, escuto a tal metáfora do "Amanhã". O Amanhã representa o futuro, como você vai estar daqui a dez, vinte, trinta anos. Por exemplo: "O Amanhã pertence às crianças..." O Amanhã é a esperança de que dias melhores virão. Enfim... uma utopia! Conversando com umas amigas este final de semana, me dei conta que não sei o que será de mim amanhã. Mesmo.Tipo, amanhã mesmo! Sabe amanhã com letra minúscula? Aquele dia que vem depois que a gente dorme? É desse que eu to falando! Simplesmente não consigo planejar nem sequer o dia seguinte! Acho que atingi aquele ideal romântico de viver a vida um dia de cada vez. Sabe aquele papo "o hoje é o seu maior presente!", "pare de planejar e viva" ou "Carpe Diem"? Consegui... E é APAVORANTE!!! Eu vivo a vida como ela se apresenta pra mim, a cada minuto. Quando entrei aqui pra escrever uma nova postagem, não sabia o que ia escrever. Viver assim dá medo, angústia. Não tem nada de romântico... "Amanhã de manhã... vou fazer um café pra nós dois..." Essa é minha única certeza. Amanhã vou levantar, passar um café e chamar meu namorado pra tomar café comigo... O resto eu não sei. _____________________________________________________________________________________ Não deixe de comentar! Quero saber como você enfrenta ou enfrentou a sua própria crise dos 25! Beijos a todos! LU

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Feriadão com o Familião!

Aproveitando que, no fundo no fundo, não passo de mais uma desempregada em São Paulo, fui passar o feriadão sem culpas com a família em Blumenau. Tinha o casamento de minha prima, tava todo mundo lá! Pai, irmã, tias, primos, filhos dos primos... Adorei ver todo mundo. A parte deprimente do feriado foi ter que responder aquela pergunta maldita, que eu já devia saber que eles perguntariam: E aí? Tá fazendo o quê lá em São Paulo? Silêncio... Como dizer de vinte maneiras suaves e diferentes o que na verdade significa: PORRA NENHUMA! Eu que viajei pra descansar, me afastar um pouco da minha crise, a cada diálogo familiar mergulhava mais fundo nela. Até chorei escondida! E no meu caso, que escolhi ser atriz, a primeira pergunta sempre vinha acompanhada da segunda (clássica!): Quando vou te ver na Globo? E eu é que sei?! Nunca! Eu não to fazendo nada pra aparecer na Globo! E por quê? Porque eu não quero aparecer na Globo, simples! Eu acho que se eu fizesse novela na Record ou no SBT ainda assim as pessoas viriam me cobrar: Tá e a Globo, queremos saber da Globo! Foda-se a Globo! Eu sempre gostei de ser do contra, de não aderir à modinhas. Se eu for procurar emprego na TV, vou procurar em outra emissora, pronto! A globo é a que paga o salário mais baixo, sabiam? E eu não to afim de ser perseguida pela revista Tititi... Quero ser uma atriz que faz seu trabalho, ganha sua grana, e vive sua vidinha em paz. Quero ter meus projetos pessoais, criar minhas coisas, ter a minha arte. É isso que eu quero da vida. Sempre foi isso, desde quando inventei de fazer artes cênicas. Por mais que as coisas estejam meio embassadas agora, no fundo eu sei que ainda é isso que eu quero. Só não sei como começar... Desculpem-me os familiares por esse desabafo, eu sei que as intenções são boas. Mas eu mal sei quando é dia e quando é noite, nesse momento da minha vida. Não me perguntem mais nada, por favor... Ai, que crise!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Um filme

Recentemente fiz um curso de interpretação para cinema, onde utilizávamos nossas memórias, e as sensações que elas deixaram, como material criativo. Nesse curso aprendi que, de verdade, a vida de qualquer um dá um filme. Sendo assim, penso que se fosse fazer um filme da minha infância, boa parte dele se passaria na casa dos meus avós, na companhia de meus primos. Teria cenas das nossas brincadeiras, de ensaios de dança e peças de teatro (nós escrevemos uma, certa vez). Quem poderia esquecer da nossa incrível coreografia de fim de ano, com a música do Flashdance? A Camila nunca vai nos perdoar por ter ficado de fora. Em nome de todas, peço perdão, denovo. Faria uma sequência só com a gente brincando de Gato-Mia, mostrando todas as possibilidades de esconderijos. Crianças que desafiavam o perigo cruzando a sala no escuro, com o “gato-mia” a solta. E o cheiro da sala, depois de ficarmos encerrados lá brincando por horas... Indescritível! Intraduzível por imagens apenas. Era um cheiro assim... assim... de peido! Não poderia deixar de mostrar nossos dotes esportivos, éramos verdadeiros atletas! Jogávamos vôlei, basquete, taco, canastra e até bosta de vaca seca. Ou não tão seca assim... O meu filme teria crianças embarradas, muitas crianças embarradas, todas da mesma cor. Cor da terra onde elas plantariam seus desejos. E depois uma chuva de verão bem generosa, pra lavar o corpo e a alma. Não vale vestir biquíni! Tem que ser com a roupa do corpo mesmo. Biquíni espanta a chuva! É uma dessas coisas que os cientistas ainda não conseguem explicar. Agora, o ponto alto mesmo, o clímax do filme da minha infância, seriam as brigas e tombos. Muitos puxões de cabelo, boladas na cara, testa na porta, joelho ralado, caída da árvore, caída do cavalo, hematomas e cicatrizes por todo o corpo. Tapas, chutes, choros e gritos, muitos gritos. “Gritem mais baixo que a vó ta dormindo”, alguém sempre dizia. Nós chegávamos a ficar de mal por dois, três, até quatro minutos! Depois era: vamos tomar banho no açude!!! E lá íamos nós, com os biquínis mais velhos, mais feios, mais sem elástico que tínhamos. Ainda bem que biquíni não espanta açude! A última cena seria um bando de meninas, deitadas nos seus colchões no chão da sala, uma do lado da outra, cada uma com suas cobertas e travesseiros coloridos, conversando muito e dando muita risada, enquanto a madrugada corria lá fora.

A crise dos vinte cinco

Bom, pra começar o blog, definirei do meu ponto de vista o que é a crise dos vinte e cinco anos. Primeiro de tudo, ela não acontece somente com quem tem vinte cinco e nem só durante os vinte cinco. Acontece quando você termina os estudos, perde o convívio com os amigos da faculdade, enfrenta dificuldades em trabalhar na sua área profissional, sai da casa dos pais pela primeira vez (ou é obrigado a morar com eles denovo). A crise acontece quando você precisa tomar as rédias da própria vida, quando chega a hora de se tornar adulto. E como é difícil! De repente é como se voltasse a ser adolescente. Fica inseguro, não sabe o que quer da vida, acha que fez escolhas erradas e talvez seja tarde para escolher outra coisa. É uma fase difícil, mas ainda sim é só uma fase. Ontem me disseram que a média de tempo que uma pessoa leva pra ter uma vida estável depois da formatura é de dez anos. Dez anos. Eu queria voltar a ter dez anos, isso sim. E agora o conselho mais óbvio e irritante do mundo: vai passar. Mas é verdade, vai passar! Tenha paciência. Bom, conto com sua leitura e compreensão, pelo menos nos próximos dez anos. Tem gente que fica depressivo. Eu escrevo um blog pra discutir o assunto. Eita crise...